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15/07/2017

Gauthier de Jesus Esteves: baterias deperseverança já duram mais de 60 anos

Quando chegou à cidade, a recepção foi boa. Teve alguém por quem tem muito apreço que deu a ele um caloroso abraço de solidariedade

 

 



Célia Pires

No bicentenário de Araraquara vale destacar Gauthier Jesus Esteves, um empresário (Mackor) que chegou na cidade no mês de seu aniversário: 11 de agosto de 1962. E quando aqui aportou não sentiu estranheza alguma, pois foi acolhido por pessoas solidárias.

Gente que traz no coração até hoje. O curso de direito iniciado em São Paulo acabou terminando em Araraquara, onde ficou para a história do curso ministrado pelo Colégio São Bento, que deu origem ao Centro Universitário de Araraquara – Uniara, hoje universidade, pois foi a primeira turma da cidade.

Teve colegas como o casal de diretores do jornal O Imparcial, Cecília e Paulo Silva; Valdemar De Santi, Dola Malara, entre outros. Mas advogou pouco. A dedicação ficou por conta das baterias. Foi colega na faculdade de Direito dos diretores do jornal O Imparcial Paulo Silva e Cecilia A.C.Silva, Valdemar De
Santi e de Dola Malara que conheceu logo que chegou, pertinho do antigo Hotel Municipal.

Em 2006 foi homenageado como um dos empresários de destaque da cidade em um evento promovido conjuntamente pela ACIA e Sincomércio, onde recebeu o troféu “Empresários da Nossa História” pela contribuição dada ao comércio da cidade.

Mas Gauthier que trabalha ao lado dos filhos ativamente, nunca age com a intenção de impressionar. É do tipo que ajuda e serve à humanidade bem quietinho, pois é avesso a pompas.

É de sua personalidade não ser do tipo saliente. Conta que está satisfeito como está. “Na realidade estou em outro mundo com a minha idade: computador, celular, tudo isso para mim é estranho”, ri ele que sempre se acostumou com o estranho, a começar pelo nome Gauthier, de origem francesa e que significa
governante forte.

Ele revela que assim foi batizado por conta de uma de suas avós que simplesmente adorava o nome, cuja pronúncia sempre precisou corrigir, pois se fala ‘Gutier’ e não ‘Gautier’. “Mas é um nome que fui aprendendo a gostar”.

Um pouco de Gauthier

Gauthier de Jesus Esteves nasceu no dia 13 de abril de 1931, em Vargem Grande do Sul. Filho de José Esteves da Costa Jr. e Ottilia Guimarães Esteves. É irmão da saudosa Lourdes, Dirce e de Zuleika.

Grande parte da infância foi passada em Aguai, que antes se chamava Cascavel. Havia um grupo pertinho de sua casa, onde gostava de jogar futebol. Essa época o emociona e traz um sabor de gostosas lembranças.

Gauthier se recorda da farmacêutica, salvo engano que se chamava Dona Biroca e da turma dos Biazzi. “Meu pai, quando eu tinha uns sete ou oito anos, pedia para eu ir fazer compras no armazém do Biazzi e toda vez que eu ia ele me dava uma bala”.

O fato de ser o único menino e caçula fez dele alguém muito bem tratado pelas irmãs mais velhas. Tanto que quando a saudosa irmã Lourdes se casou com um português, da Embaixada de Portugal em Belo Horizonte, provocou nele e na família imensa saudade, mesmo todo ano o casal vindo visitá-los. E, embora no começo não fosse muito com a ‘fachada’ do cunhado português por ter ‘levado’ sua irmã para outro país, foi este que o ensinou a dirigir carros e agora que já passou muito tempo, ele pode revelar um segredo: que ainda era menor de idade quando aprendeu a dirigir!

Aveia Quaker

O pai de Gauthier, que se formou depois dos 37 anos, era gerente de estação da extinta estação Mogiana e, com isso, se mudavam constantemente. Já sua mãe era professora.

A família morou em cidades como Jardinópolis e Ribeirão Preto, onde terminou o colegial. “Depois me deu vontade de fazer Direito. Fui para São Paulo, onde fez o primeiro ano do curso. Foi assistente de diretoria da multinacional Saturnia, empresa de acumuladores elétricos, onde atuou por muitos anos. Também
trabalhou como distribuidor das baterias Heliar.

Antes de tentar a sorte em São Paulo, seu espírito aventureiro o levou para Argentina, Buenos Aires, onde permaneceu por 4 anos vivendo perigosamente. Quando tinha aproximadamente uns 20 anos , seu pai através de um amigo, arrumou para que trabalhasse no Banco Mercantil. Fazia cadastro.

E foi ali no banco que descobriu que existia um negócio de compra e venda de mamona. Aquilo o interessou. Foi atrás. Logo estava alugando uma sala em cima mesmo do banco e abrindo uma firma de representações. Foi nada mais nada menos do que representante de produtos alimentícios da Quaker fornecendo alimentação principalmente para cavalos de raça.

É casado com a professora Cybelle Rehder Esteves desde 1955. Dessa união nasceram: Gauthier Jr., Carlos Eduardo, Zé Guilherme e a saudosa Patrícia. Tem netos e bisnetos.

A época que mais marcou sua vida foi o tempo vivido em São Paulo, pois lhe deu experiência, tanto nos negócios quanto nos relacionamentos.

Passou por Jardinópolis, Ribeirão Preto, São Paulo, onde depois de cinco anos veio para Araraquara, chegando em 11 de agosto de 1962, depois de conseguir uma representação na cidade para vender baterias. Primeiro a empresa se chamou Esteves e Cia Ltda. e ficava na rua Nove de Julho. Depois acabou comprando uma área na mesma rua, esquina com a D. Pedro II, mas acabou ficando apertada com o passar do tempo. Posteriormente na esquina da Voluntários da Pátria com a Sete e, finalmente, na Sete de Setembro, 519, onde está desde 1976 com o comércio de bateria e auto eletro, atacado e varejo.

“Baterias desde 1962”

Questionado sobre alguma frase que o encanta ele recitou um trecho de Versos Íntimos de Augusto dos Anjos:

“Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!”

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