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15/07/2017

Araraquarense garante vaga para competição no Havaí

Maira Gonçalves Lopes foi um dos destaques do XTerra Brazil e carimbou a classificação para a edição mundial, que acontecerá em dezembro



 

Carlos André de Souza


A atleta araraquarense Maira Gonçalves Lopes foi um dos destaques do XTerra Brazil Tour, que teve sua etapa nacional realizada entre os dias 13 e 14 de maio na cidade de Ilhabela (SP). A atleta de 30 anos terminou na quinta colocação da categoria Half Trail Run, façanha que resultou na classificação para o XTerra Trail Run World Championship, que será realizado em 3 de dezembro no Havaí.

Considerada o maior festival de eventos off-road do planeta, o XTerra reuniu na etapa de Ilhabela atletas de várias nacionalidades e teve um show de aventura e superação em suas categorias. Entre as modalidades, o carro-chefe da competição, o XTerra (triathlon ou duathlon off-road) puxa a fila e vem acompanhado pelos XTerra Half Trail/ Night Run, XTerra Short Trail/ Night Run, XTerra MTB Cup, XTerra MTB Enduro, XTerra Endurance 50km, XTerra Swim Challenge 1,5km/ 3km e XTerra Kids. Ao todo, mais de 50 vagas foram distribuídas para a competição mundial. “A competição foi criada no Havaí com a prova de triathlon e atualmente eles desmembram para ter mountain bike, corrida de aventura e natação”, explica Maira.

Ela disputou a meia-maratona de 21 quilômetros e cumpriu sua meta na etapa nacional. “Fui para Ilhabela com o objetivo de fazer o tempo da primeira colocada do ano passado, que foi 2h15m. Aí eu fiz em 2h15m, mas ela abaixou a marca em 15 minutos, o que me complicou. Mas foi bacana”, analisou.

Para a etapa mundial, ela se mostra focada em subir ao pódio. “Estou confiante. Pelos treinamentos, acredito que dá para obter um bom resultado na minha categoria. A gente treina tanto e é claro que é sempre pensando em pódio”, explica a atleta, que acrescenta que não tem como conhecer as adversárias que encontrará lá por conta da distância e por não serem atletas federadas. “Mas existe o lado bom, que é o fato de elas também não me conhecerem”, brinca.

Maira revela que começou a praticar a corrida há seis anos, o que faz com que o mundo das competições seja algo novo em sua vida. “Sempre pratiquei algum esporte, mas nunca competi dessa forma. Comecei sozinha e fui sozinha para lá. Agora eu consegui um patrocínio do fisiologista e educador físico Cássio
Mascarenhas, da Brathon, que me ofereceu seu trabalho na academia. Isso tem um mês, pois antes disso eu fiz tudo por conta própria. Acredito que o atleta deve mostrar resultado, pois não é fácil fazer as pessoas apostarem no seu trabalho”, explica a atleta.

Ela começou a competir por influência de um amigo. Obteve um bom resultado em uma corrida no Sesc e logo em seguida conquistou o primeiro lugar em sua categoria na corrida Trail Run de Bueno de Andrada, o que a motivou a intensificar seus treinamentos. “Também comecei a praticar o mountain bike e o negócio é estar sempre se mexendo”, explica Maira, que chegou a iniciar a natação, mas ainda não conseguiu treinar o suficiente para encarar as provas de triathlon.

A atleta é cientista social, mestre em ciência política, mas atualmente trabalha como professora de ioga. “Não tenho muita rotina no trabalho, mas tenho que ter a rotina de treino diário, porque não existe milagre. Todos me perguntam como eu concilio, mas o que ajuda é que não tenho horários fixos e eu encaixo os
treinamentos dentro dos meus horários. Acho que essa é a grande dificuldade de atletas amadores em geral. Você não tem como se sustentar pelo esporte, então tem que conciliar com o trabalho”, salienta.

Assim como o mundo de competições é novo para ela, a busca por patrocínios também é e ela espera atrair empresas que queiram exibir suas marcas na competição internacional. “Estou tentando com todas as empresas da cidade. Sabemos que tem a crise e é muito difícil, mas quem sabe tenha alguma empresa com interesse em divulgar sua marca”, acrescenta Maira, que conta com uma grande torcida. “Tenho total apoio da família e dos amigos. É legal quando você se dedica em algo que você gosta e tem uma galera se mobilizando para te ajudar. Isso te empurra demais”, conclui a atleta.

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