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12/08/2017

João Violante: um músico na essência

No palco ele é como um livro musical, esbanjando talento, carisma e transpirando emoção

 

 



Célia Pires

O cantor João Violante se apresenta no dia 20 de agosto, às 22 horas, na Facira. A emoção de ser uma das atrações dos 200 anos de Araraquara enche o artista João Violante de emoção, pois foi aqui viveu boa parte de sua vida e construiu uma forte ligação com a terra, onde na adolescência sempre prestigiava as datas comemorativas indo aos shows e nunca imaginou fazer parte desse que é tão significativo.

Quantas vezes assistindo a um show com grandes nomes em Araraquara e até futuras promessas não pensou: “não poderia ser eu nesse palco? Nunca pensei que estaria fazendo parte dessa história, da Facira, essa festa/feira tão tradicional que desde moleque frequentava. Para mim, é emocionante. Eu me sinto honrado e muito feliz de fazer parte dessa comemoração dos 200 anos da cidade"

Violante na viola

Hoje a viola é uma paixão, mas primeiro aprendeu a tocar violão quando tinha uns dez anos. Fazia aula em grupo, mas sempre quis se aprimorar, estar mais em contato com o instrumento musical.

A Internet também acabou ajudando bastante, pois trazia várias lições, principalmente no YouTube, e ele simplesmente devorava. Mais tarde, quando tinha uns 15 anos, veio um novo amor, a viola. "Foi em uma época em que eu queria tocar todo tipo de música sertaneja e quando ouvia tinha um tipo de som diferente que eu não conseguia tirar no violão.

Assim, quando pela primeira vez peguei a viola de uma rapaz que estava tocando, deu uma 'riscada' que falei: pelo amor de Deus que som é esse? E quem toca viola sabe que o som é diferenciado mesmo. Assim me apaixonei pela viola e comecei a trabalhar tanto com a viola caipira quanto com o violão. Acabei fazendo um ano de aula com o professor Vicente, de Araraquara e depois pegando muita coisa na internet e aprendendo por conta".

Muitos produtores até sugeriram que mudasse o nome, mas ele confessa que adora seu nome de batismo 'Violante' e não dá muita importância quando dizem que isso pode restringir o mercado para ele.

Mas Violante acredita que o nome não faz muito milagre, pois o que vale é o que se consegue passar para o público. "O nome é um mero detalhe".

Ele conta, que tímido, hoje está mais sossegado e canta com a certeza no coração de que está ali para agradar e divertir o público, fazer aquele casal que está meio na corda bamba se emocionar, se apaixonar, fazer com que uma criança sorria verdadeiramente para a gente. É o público que escreve a minha história.

E é para ele que a gente toca e se dedica dentro e fora do palco com horas e horas de ensaio. E o que mais quero é que a galera se divirta e que fique algo marcado depois que assistirem a um show meu".

Pai herói

Filho do desembargador Carlos Alberto Violante, João conta que sua relação com o pai sempre foi muito tranquila. "Meu pai é meu ídolo, meu espelho, ele sonha também junto comigo, muitas vezes até mais do que eu. Sempre me apoiou desde o começo até hoje. Está sempre presente e diz que tenho que acreditar, que tenho potencial e que vai me apoiar na música ou em qualquer outra área da minha vida assim como o pesqueiro que é área que levo paralelo à carreira.

Se eu for metade do homem que ele foi pra mim para meus filhos para mim está excelente apesar da posição e da atuação dele, sempre foi para mim, até mesmo por isso, um grande exemplo de humildade. Sempre tratou as pessoas de igual pra igual, sempre cultivou boas amizades e sempre que pode ajudou muita gente. "Digo para ele: pai melhor que você não nasceu ainda".

Adepto do espiritismo, João acredita que fazendo parte de algo maior que a gente, numa visão que não seja restrita somente nessa vida, ao planeta, etc devemos deixar algo mais aqui na nossa passagem. "Não acreditando que morreu acabou. A partir do momento que você acredita e tem fé e sabe que existe algo maior, você batalha para escrever bem a sua história para proporcionar as pessoas que nos cercam uma estadia melhor no futuro seja qual o for o lugar aonde a gente se encontrar".

Quanto ao que espera da vida tem muito a ver com o seu gosto pela música e apesar das dificuldades econômicas e da concorrência espera poder viver da mesma. "O sol nasceu pra todos. mas em uma visão mais empreendedora proporcionar algo maior que a concorrência que chamo, na verdade, de parceiros, pois estão com a gente tanto no ramo da música como no empreendedorismo, no qual já estou inserido.

Gostaria de estar sempre crescendo, mas nunca deixando o propósito de que o público me aplauda verdadeiramente, sem perder a nossa essência, mas buscando emocionar, melhorar, procurando deixar a minha marca por onde passo.

Acredito que fazendo isso eu atinjo o meu objetivo, que é viver da música, ter uma agenda de shows bacana, ter um retorno econômico satisfatório, pois a música hoje é bem difícil, só quem vive dela sabe e ao mesmo tempo empreender, pois gosto de mexer com outras coisas também, pois não há nada que impede que além da música eu leve adiante outros empreendimentos, outras empresas em paralelo e é o que é a minha vida hoje e no que estou buscando a excelência nesses dois polos".

Participa em Valinhos de um projeto sem fins lucrativos chamado ‘Sertanejown’ em parceria com o amigo chefe de cozinha e professor de culinária, Davi, da Paladares, e Raquel do Projeto Inclusione. O objetivo é a inclusão dos downs no evento gastronômico e musical que colocam a mão na massa e provam que são
capazes de fazer muita coisa, como dançar, comprar e cozinhar. O evento em questão ocorre no dia 19, no pesqueiro Dois Córregos, em Valinhos, com show do João Violante.

Mauricio Carvalho, da organização civil, Maravilha Maxxima, que fez a ponte entre todos os envolvidos no projeto Sertanejown.

Dizem que os downs adoram João, mas ele contesta dizendo que é ele que é apaixonado por eles.

Um pouco de João

João Leonardo Evangelista Violante, ou simplesmente João Violante, nasceu em Valinhos no dia 29 de novembro de 1990. Filho de Carlos Alberto Mousinho dos Santos Monteiro Violante de Rosangela Aparecida Evangelista Violante e irmão de Ana Flávia.

Em Valinhos ficou até os 15 anos e dos 15 aos 18 morou em Araraquara. Já dos 18 aos 24 anos residiu em Piracicaba por conta da Faculdade onde cursou engenharia agronômica, na Esalc. “Meus pais permaneceram morando em Araraquara e quase todo final de semana vinha visitá-los.

Atualmente, João reside em Valinhos, onde administra um pesque-pague de propriedade da família que continua morando em Araraquara.

Na música começou quando cursava faculdade, antes nunca havia pensado e profissionalmente antes dos 15 anos nunca tinha cogitado seguir algo relacionado à música, mas o gosto por ela sempre foi uma coisa que o agradou, principalmente por conta das reuniões familiares onde a trilha era sonora.

Anos mais tarde, quando morava na tradicional República Potiguara, em Piracicaba, toda quinta feira rolava um churrasquinho com os amigos. E ali ele pegava a viola ou violão e tocava para o público presente.

Até que um dia, sua tia Juliana Evangelista, envolvida e trabalhando com várias vertentes da música enxergou no sobrinho um grande potencial sertanejo.

Sugeriu que tocassem pelos ‘bares da vida’ e foi assim que começou tocando nos bares de Valinhos como o bar do Careca. “Apesar da timidez foi bem bacana. Isso já faz cinco anos”.

Poeira das Gerais

João conta que ele e um amigo Marco compuseram uma música intitulada “Poeira das Gerais” que 1500 outras composições foi escolhida para participar do Festival Viola de Todos os Cantos, da EPTV. Isso ajudou a crescer e alavancou sua carreira, pois começaram a surgir muitos convites para shows. Tocava vários estilos, inclusive o sertanejo comercial.

Assim foi caminhando até que gravou o primeiro CD intitulado ‘Bom dia pra vocês’, com músicas de sua autoria e com alguns parceiros. Fez vários clipes, inclusive um incluía a música que dava título ao álbum, o ‘Bom dia pra vocês’ que foi gravado com os amigos da República onde morou. Outro clipe foi o da
composição ‘Recanto do lago’ dele e de sua irmã. A música é antes de tudo, uma homenagem para a família, ao lugar onde foram criados e que remonta às lembranças de reuniões sempre com a presença da viola, do violão.

Já neste ano, 2017, um novo produtor, Tiago Camargo da Cascabum Produções juntamente com Gilmar Faustino, acabou dando uma repaginada no show trazendo uma nova linguagem e gravaram o primeiro DVD, na verdade, um vídeo realise, foi gravado na LED, em Araraquara.

O trabalho, que também é promocional mostra a nova dinâmica de seu show e revela todo seu talento em releituras de músicas de sucesso, gravadas com dinamismo e com pegadas de rock in roll e de reggae, além de músicas que estão na boca do povo, que é um sertanejo mais comercial que surpreendem quem ouve. “Desse trabalho também iremos tirar um CD ao vivo que no meio artístico chamamos de CD churrasco. Todo material que está sendo editado e dentro de 15 dias será lançado nas redes sociais e distribuído para futuros contratantes de shows”.

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