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15/07/2017

Em troca de apoio, governo libera R$ 1 bilhão a deputados e senadores

José A C Silva

A velha política continua mesmo diante de denúncias da Lava Jato, o balcão de negócios segue firme em Brasília, - no atacado e varejo e sem o mínimo pudor. O presidente Michel Temer (PMDB) compra parlamentares para não ter a cabeça cortada. Deputados e senadores da oposição acusam o governo de priorizar a liberação de verbas para projetos de emendas parlamentares para quem apoia o chefe maior da nação.

Nos últimos dois meses, R$ 1 bilhão foram destinados a projetos apresentados pelos parlamentares. O dinheiro, normalmente, segue para obras e investimentos nos redutos eleitorais dos políticos. As eleições de 2018 estão próximas, e contrariando a tudo e a todos os políticos corruptos já saem na frente.

"Quem apoia, tem a verba", disse o deputado Lincoln Portela (PRB-MG). A crítica foi reforçada pelo oposicionista Ivan Valente (PSOL-SP). "São cenas explícitas de fisiologismo e cooptação, visando a sobrevivência de um governo moribundo. Só isso já daria mais uma denúncia de corrupção para caçá-lo".

De acordo com informações do "SIGA Brasil", sistema de informações sobre o orçamento público federal, o valor liberado pelo Planalto é 31% maior do que o mesmo período do ano passado, quando Michel Temer ocupava o cargo de presidente de forma interina, durante o afastamento de Dilma Rousseff.

A distribuição de dinheiro ocorre no momento em que Michel Temer mais precisa de apoio, já que é alvo de uma denúncia do Ministério Público Federal, acusado de corrupção passiva. O presidente depende do voto dos deputados, que têm o poder de decidir pela instauração, ou não, do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

O aumento no montante liberado não é mera coincidência, vem ocorrendo desde de maio, quando a delação da JBS veio à tona e agravou a crise política no país por envolver diretamente Temer e Aécio. Em junho, o procurador-geral, Rodrigo Janot apresentou denúncia contra o presidente.

Analistas entendem que apesar de as emendas terem formalmente o caráter "impositivo", ou seja, de execução obrigatória, a real liberação do dinheiro está sujeita a contingências políticas e administrativas.

A assessoria do presidente de forma descarada se defendeu das acusações. Disse que "não há essa relação" e que "o governo apenas executa o Orçamento quando há disponibilidade de caixa".

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