Márcia Lia fica surpresa com as declarações de Chediek

Rita Motta
A vereadora Márcia Lia (PT), que está em São Paulo participando de um evento focado, principalmente, na questão Economia Solidária, falou na manhã de ontem com O Imparcial, ocasião em que manifestou sua surpresa com o teor das declarações do vereador Elias Chediek (PMDB) ao jornal, onde ele reafirma ser mentira da colega os dados por ela citados na sessão da Câmara da última terça-feira (11), que dão conta de uma grande reação nas exportações de Araraquara de 2007 para cá. “Nada do que eu disse na tribuna da Câmara é produto da minha imaginação, e o Chediek sabe disso. Ele também sabe que esses números estão aí, nos indicadores da Prefeitura, e a inteira disposição da população araraquarense. É lamentável esse descontrole emocional do Chediek, que até mesmo por ser líder do governo na Câmara, deveria pautar sua fala pelo equilíbrio, pela ponderação, pelo comprometimento com a verdade e pelo respeito com os demais colegas de Casa, mesmo que da oposição”, afirmou Márcia. A vereadora reafirmou ainda ter plena convicção de que Chediek faltou com o decoro. “É triste ver como ele tenta mudar, durante a entrevista ao jornal, o foco de tudo o que ele disse durante a sessão. Não sou mentirosa e ele sabe muito bem disso. Acho lamentável que um vereador com a experiência que ele tem, demonstre publicamente um comportamento tão descontrolado. Desculpe, mas isso faz a gente pensar: o que estaria acontecendo com o Chediek? Por que essas reações raivosas?”, perguntou. Lembrando ainda que o líder do governo tem encontrado muitas dificuldades na busca de argumentos sólidos para defender projetos enviados pela administração, o que o tem levado constantemente ao desequilíbrio. “Não é novidade alguma para quem acompanha a Câmara essa verdade e está tudo lá, gravado. O Chediek parte para a agressão em todas as sessões, principalmente quando recebe questionamentos técnicos com relação a algum projeto. É comum, na Câmara, que haja o debate de idéias, que haja questionamentos e esse é o papel do vereador. Fazemos isso com base, com argumentos e esperamos do líder do governo respostas claras, objetivas, diretas. Mas, a única coisa que vem dele é agressão. E não estou inventando nada, está tudo lá, gravado, porque todas as sessões da Câmara são gravadas”, lembra Márcia. A vereadora ressalta ainda que tudo o que afirmou durante a última sessão do Legislativo é verdade, e lamentou não apenas as agressões de Chediek, mas algumas posições firmadas por ele. “Ele questiona a venda da rua para a Cutrale. E eu reafirmo, e não estou mentindo, que a venda foi primordial para que a Cutrale continuasse em Araraquara. Isso não é novidade para ninguém. Como também não é novidade para ninguém, que a fábrica é responsável por milhares de empregos em Araraquara, além de grande parte dos valores recebidos em impostos pelo município”, destacou. Lembrando que Chediek cita uma ação que corre na justiça contra venda da rua, que ainda estaria intacta. “Fizemos de tudo, na época, para manter a Cutrale em Araraquara, garantir os empregos para os cidadãos, e garantir boa parte da arrecadação do município. Enquanto isso, ele fala em ação na justiça. Agora eu pergunto: se nossos esforços acabassem em nada e a Cutrale fosse embora, o Chediek estaria ainda hoje falando tudo isso? Ele assumiria a responsabilidade de todos os empregos perdidos e de toda a arrecadação perdida? acho que não!”, disse. Em seguida, Márcia citou a venda dos hotéis Eldorado e Municipal, que Chediek também vive questionando. “Os hotéis estavam alugados muito abaixo do preço de mercado e davam prejuízo ao município. Fizemos dois processos de venda e no primeiro deles não apareceram interessados. No segundo, finalmente o negócio saiu e a documentação está em ordem. Não há nada de ilegal no processo. O principal de tudo, é que foi com o dinheiro dos hotéis que compramos os pavilhões da Facira” falou. Lembrando que foi porque a cidade estava de posse dos pavilhões que o negócio de R$ 350 milhões com a Funcef saiu. “O que será que o Chediek quer quando critica a venda da rua para a Cutrale e a venda dos hotéis? Será que ele quer que a Cutrale vá embora em deixe mais de 3 mil pessoas desempregadas na cidade, fora o que isso significará em perdas de receita para o município? Será que ele quer os hotéis de volta e o fim do negócio com o Funcef . Acho que não, acho que ele está é fazendo política. E de muito mau gosto, por sinal”. Quanto às afirmações proferidas por ela durante a última sessão, Márcia foi incisiva. “Reafirmo tudo o que disse e digo mais. Quando assumimos a Prefeitura, em 2001, algumas grandes empresas, como a Coca Cola e a Souza Cruz estavam indo embora, e o modelo econômico da cidade estava esgotado. Com isso, a arrecadação caiu vertiginosamente entre 2002 e 2003, com alguma recuperação entre 2004 e 2006, quando também caiu, mas em índices menores. Aquele foi um período em que Araraquara perdeu milhões em arrecadação”, afirmou. Como reação ao problema, disse Márcia, a Prefeitura investiu na diversificação da economia local, trabalho que atraiu 54 novas empresas para a cidade. “Assim, mais do que dobramos nossa exportação entre 2006 e 2007, com Araraquara sendo citada como o 9ª município do Estado de são Paulo com maior capacidade de exportação”, destacou. Com isso, disse ela, no final dos oito anos de governo, o resultado não poderia ser outro. “Começamos a recuperar o nível de emprego já em 2003, com a cidade batendo recordes mês a mês na geração de vagas com carteira assinada. E, finalmente, o IBGE divulgou um estudo, em 2008, que apontou Araraquara como a cidade com menor índice de pobreza na região, o que já era resultado das políticas de inclusão social implantadas pelo governo Edinho. Tudo isso, além de um levantamento realizado pela revista Exame, que considerou Araraquara como a cidade paulista com maior dinamismo econômico em 2008. Portanto, quero lembrar que tudo o que eu disse na última terça, e tudo o que estou dizendo agora, está documentado na Prefeitura, no IBGE e na Editora Abril”, concluiu a vereadora. Que afirmou ainda não ter decidido o que fazer quanto ao que ela taxou de agressões gratuitas. “Quando chegar em Araraquara vou me reunir com o partido, vou conversar com meus colegas vereadores e decidir”, concluiu.



2 Comentários

  1. Quero esclarecer essas informações para a população por parte:

    1. Se existe alguém com algum tipo de desequilíbrio é a Márcia Lia, pois muda o discurso a todo momento, primeiro ela diz que o Elias Chediek mente quando diz que a arrecadação não aumentou, no decorrer do texto diz que o Elias Chediek mente quando diz que a venda não foi imprescindível para a permanência da Cultrale na cidade. Mas a verdade ela não diz! O Elias Chediek disse que é mentira dizer que a venda da rua teve impacto no aumento de arrecadação, pois a mesma não está sendo usada até hoje. Ainda nessa questão, quero lembrar que o governo De Santi também foi consultado sobre a venda da rua para Cultrale e a resposta foi NÃO e nem por isso a Cultrale foi embora. Podemos até mesmo citar a Lupo que investiu 3 mi em uma nova fábrica, sem que o De Santi precisasse dar rua ou qualquer outro patrimônio publico. Podemos falar da INEPAR que investiu US$ 250 mi em Araraquara , e isso foi feito sem prejudicar a população também.

    2. Se quiser falar em fatore econômicos e fazer comparativos com o governo De Santi, tenha coragem e faça abertamente. Em 2000 Araraquara tinha 625 indústrias, em 2004 no final do primeiro governo Edinho, Araraquara tinha apenas 386. Eu não vou continuar esse comparativo, pois eu não quero deixar isso mais constrangedor para o partido da Marcia Lia. Mas que fique registrado que em 2000 Araraquara tinha mais do dobro de estabelecimentos na área de Serviços e Comercial do que tinha em 2004 no final do primeiro governo Edinho. Se quiser continuar falando de empresas, posso passar dias e dias falando das empresas que o governo De Santi trouxe para cidade: Jaraguá, UNIP, INEPAR, Gás Brasiliano, Concessionária Toyota, Concessionária Renault, Concessionária Honda, Concessionária Mercedes, Ampliação da Lupo, Ampliação Mercedes… Entre tantas outras, e isso tudo em 4 anos de governo, se eu for somar todos os anos, veremos que Araraquara foi construída em sua maior parte por De Santi. E tudo isso sem deixar o caixa negativo, o contrário, De Santi deixou dinheiro em caixa (cerca de 1,15%), enquanto em seu primeiro mandato o governo Edinho conseguiu, mesmo com o apoio do Lula, deixar o caixa negativo (cerca de -0,6).

    Se a Márcia Lia está ofendida por ter sido chamada de mentirosa, eu irei pedir a gravação da seção e junto com meu advogado, veremos as medidas cabíveis para as falsas afirmações da vereadora, e usaremos a gravação como prova. Tudo para provar que a vereadora merece o título que lhe foi dado.

  2. DE QUEM É A FALTA DE DECORO? DA PREZADA VEREADORA QUE DESEJA FISCALIZAR OS ATOS DO PODER EXECUTIVO??? OU DO VEREADOR ELIAS CHIDIECK QUE FAZ O “JOGO” DO PODER EXECUTIVO…DEFENDENDO O ATUAL GOVERNO MUNICIPAL…??
    A SITUAÇÃO TEM CARA PRA BATER? E A OPOSIÇÃO TEM FORÇA PARA “APANHAR”??
    perguntar não ofende,alemde tudo: FORA SIRNEY!!!! XÔ SARNEY como afirmava e luta o PT nos anos de 1988!!!

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