Rodin no Brasil
A exposição “Rodin: do Ateliê ao Museu – Fotografias e Esculturas” em versão exclusiva para o público brasileiro, foi aberta quinta e vai até 13 de outubro, na Casa Fiat, em Belo Horizonte.
O artista francês Auguste Rodin que em 1995, levou 183 mil pessoas para a Pinacoteca, em São Paulo, um número recorde de visitantes para uma exposição no país, está de volta. A exposição que foi aberta ontem e vai até 13 de outubro, na Casa Fiat, em Belo Horizonte, chega a São Paulo e fica de 27 de outubro a 13 de dezembro, no Masp. Na mostra podem ser vistas 194 fotografias originais que retratam o processo criativo do artista francês, em seu ateliê, de 1880 a 1917, além de 22 esculturas. Para se ter ideia da preciosidade desses originais, após as exposições no Brasil o acervo ficará em reserva técnica, portanto, longe do público durante cinco anos para conversão. Para Arnaldo Spindel, responsável pela organização das exposições da Casa, “a importância da mostra vai além de uma viagem profunda pela obra de Rodin. Ela passa pela percepção dos segredos e da diversidade de sua criação, o que por si só já é um privilégio”. O visitante vai se impressionar com o que Rodin fez em bronze e mármore com o corpo humano na segunda metade do século XIX. “Les Trois ombres” (As Três sombras) é a versão de entrada da mostra que, pela primeira vez, deixou o jardim do Museu Rodin para uma exposição fora de Paris. Com ela pegaram carona a versão de “L’Éternel Printemps” (A Eterna primavera) e a escultura “Les Bénédictions” (As Bênçãos), nunca antes expostas fora do museu. Segundo Hélène Pinet, curadora da exposição, o objetivo é “transmitir aos visitantes da exposição à riqueza do acervo fotográfico do Museu Rodin e mostrar a diversidade com a qual o escultor usou este suporte a partir de 1880, momento em que começou a adquirir reconhecimento”. “A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam.” Auguste Rodin O Artista Nascido François-Auguste-René Rodin dia 12 novembro de 1840 em Paris e falecido em Meudon, 17 de novembro de 1917 , as primeiras esculturas de Rodin foram feitas na cozinha de sua mãe, com massa que ela usava para fazer pão. Aos 14 anos, aquele que seria um dos escultores mais geniais da história da arte, já tinha aulas numa pequena academia. Em pouco tempo era aceito na Escola de Artes Decorativas, sob a orientação de Boisbaudran e de Barye. Ingressou depois na Academia de Belas-Artes, onde conheceu os escultores Carpeaux e Dalou. Trabalhou inicialmente como ornamentista, modelador, prático e cinzelador. A exemplo do que tantas vezes aconteceu com os grandes artistas, a primeira obra de Rodin, O Homem de Nariz Quebrado (1864), não foi aceita no Salon de Paris. A justificativa do júri foi que a obra era um esboço, uma coisa inacabada. Paradoxalmente, toda a criação do escultor se basearia no conceito de “non finito”. No ano de 1875, Rodin conheceu Meunier e realizou uma viagem à Itália, de importância fundamental para sua futura estatuária. Lá se interessou principalmente pela obra de Michelangelo, mais precisamente pela escultura O Prisioneiro, que o mestre deixou inacabada, influência esta que o libertou do academicismo. Na sua volta, o escultor visitou e estudou as catedrais góticas. Em pouco tempo criou seu famoso São João Batista Pregando (1878). Na contemplação de fragmentos de esculturas clássicas, Rodin compreendeu até que ponto uma parte da obra era capaz de representar o todo dela. Assim, começou fazendo obras cerceadas, por assim dizer, algo que ninguém jamais havia tentado. Exemplo disso é O Homem que Caminha e Torso. No entanto, esses fragmentos de obras não eram produtos de um capricho artístico. Na obra A Mão de Deus, há uma ambivalência de significados: a mão divina é na realidade a de um escultor em plena atividade. E foi exatamente o que Rodin tentou plasmar ao longo de toda a sua obra: o momento da criação. É por esse motivo que ele pode ser considerado um verdadeiro impressionista. Sobre os Burgueses de Calais nos jardins da torre de Victoria, Londres, não foram permitidas sob a lei francesa mais de doze cópias desta obra após a morte de Rodin. A cópia de Londres, comprada pelo governo britânico em 1911, é uma delas. Rodin duplicava frequentemente as suas estátuas. No caso dos Burgueses de Calais duas das cabeças do grupo escultórico são idênticas e um terceira ligeiramente alterada. Algumas das mãos são também usadas duas vezes. Suas obras mais célebres, O Beijo, que faz parte de uma série de esculturas realizadas para a Porta do Inferno, do Museu de Artes Decorativas, O Pensador, da mesma série, e o retrato de Balzac confirmam isso. Tem hoje um museu em Paris dedicado as suas obras e vida (o Museu Rodin), situado no Hôtel Biron, ao lado do Hôtel des Invalides, túmulo de Napoleão.Rodin teve como assistente à escultora Camille Claudel, com quem teve um romance e cujos trabalhos são muitas vezes confundidos com os de Rodin. Camille acreditava que Rodin queria se apropriar dos seus trabalhos. À época, foi considerada insana e terminou seus dias internada em um manicômio. Rodin conquistou fama em vida, e suas obras chegaram a ser as mais apreciadas no mercado de arte europeu e americano. Hoje em dia encontram-se nos museus mais importantes do mundo. Saiba Mais… Se você adora arte e quiser saber mais assista o DVD “Camille Claudel” que é um filme francês de 1988, do gênero drama biográfico, dirigido por Bruno Nuytten, com roteiro baseado em obra de Reine-Marie Paris.E conta com o talentoso ator francês Gérard Depardieu como Auguste Rodin e a belíssima e talentosa atriz francesa Isabelle Adjani como Camille Claudel.

Boa tarde,quero saber se Brasília vai receber a exposição Auguste Rodin,por ginteleza, peço que me enviem data e local.Obrigada!